sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


Ao caminho do trabalho ele pensava sobre a proposta que recebera um dia antes, trabalhar mais para ganhar mais, é claro que trabalhar mais requeria um psicológico ótimo, e é claro que já estava querendo se acostumar com a idéia de que aquele ali era o seu lar. Estava feliz, pois o seu natal/aniversário iria ser como planejou, mas agora considerava a idéia de se frustrar com tantas expectativas.

Ao caminhar com suas botas na pavimentação já inundada pela chuva e rachada, ele pensava no que ia fazer daqui a dois ou três meses, sempre pensou muito no futuro e talvez por isso esquecesse tanto de viver o presente. Ao levantar a porta de aço do seu trabalho ele se sentia chegando em casa.

O bilhete que estava pregado no teclado dizia "Bom dia, por favor, leve o lixo pra fora”, então caminhou na chuva mais uma vez até a caçamba de lixo pontualizada na esquina e voltou correndo afim de não se molhar mais. Entrou subindo as escadas e passou pela porta de vidro usando a chave que sempre mantinha no bolso, uma vez que sempre se esquecia dela tendo que voltar inúmeras vezes após sair do trabalho para buscá-la. Lá dentro o ar era mais seco e mais quente, o barulho da chuva na telha de alumínio que formava uma grande marquise em frente a janela lhe dava boas sensações, lhe lembrava daquelas músicas relaxantes que ouvia antes de dormir.Mas agora só conseguia pensar no sonho horrível que teve essa noite e por que ele parecia tão real.

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