sábado, 24 de julho de 2010



Eu queria desaparecer para sempre,
Queria entrar nos meus mundos que eu crio.
Viver com as minha criaturas mágicas, que ao meu ver,
são muito melhores do que os humanos,
que matam, que destroem, e que traem uns aos outros.
Queria ser outra pessoa, ter outra vida;
Mas sinto que estou preso neste corpo que nem é meu.
Queria acordar.
Porque nesse sonho tenho muitos pesadelos.
E dessa vida nós levamos: Nada!
Por traz de cada pessoa um mundo, uma vida.
A adolescência é passageira vista daqui,
E eu só queria que ela durasse mais.
Sem responsabilidades!
Quero ser essa criança pra sempre,
Lúdica que não se importa com absolutamente nada.
Quero ir pra bem longe sem saber nem mesmo aonde estou.
Não saber que eu sou.
Apenas viver cada minuto da doce liberdade.
(A verdadeira liberdade e não a que pensamos ter. Ninguém mais é livre)
Quero me trancar na biblioteca com uma câmera.
Quero ver lugares que pensei que não existiam.
Quero estar lá, ficar lá,
Me tornar uma das minhas imaginações das quais eu me perco.
A trilha sonora irá tocar no ar,
A brisa será mágica com um frescor virginal.
Criarei o que quiser com um gesto.
Não existirá latitude, longitude nem nada.
Lá serei quem eu quiser,
E quem eu sempre quis ser.
Não haverá contornos nem amarras.
Acho que estou dentro de uma história,
E eu não a controlo.

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