domingo, 12 de outubro de 2014

Depois de tudo que pasara já não se assustava tanto com aquela inquietação lhe corria tanto os pensamentos que já não conseguia conter o tremor das mãos, os pensamentos e precipitaçoes lhe invadiam a mente incesantemente de forma que lhe deixava confuso em relação a qualquer ação, passou os últimos dias assim, sem saber oq fazer para aquilo parar, a alternativa mais sensata era a desistencia de qualquer esperança. - quanto tempo para o proximo trem que leva ao centro? - percuntou a atendente da bilheteria da estação de trem. Ela procurou numa das relações coladas na parede... - vinte minutos. - ela respondeu. Ele não podia deixar de conter olhar para aqueles olhos, e também não pode deixar de conter os proximos tremores, e aconversa que estava por vir, não fosse aquele dia seria outro, uma hora ia acontecer, e ele já soubera desde o início. as palavras seguintes ainda não eram o golpe final, mas de certa forma agravou ainda mais a certeza de que aquilo não iria dar certo, nunca dera, e ele entendia aquelas palavras.Nos próximos dias não haveriam mais mensagens de bom dia e muito menos as de boa noite, nunca mais chegariam com aquela frequencia, por uma questão de tempo aqueles corações também não bateriam mais com tanta frequencia um pelo outro, sentiria saudades daquilo, sentiria saudades se um dia aquele coração se fosse pra sempre, porque se tratava de uma pessoa sem igual, um algiém mais esperto, bondoso e puro que já conheceu e se cativou. A conversa de certa forma ajudou muito, lha acalmou, lhe deu abrigo, mas lhe entristeceu mais tarde, não de forma avassaladora como fora com os outros, a figura em questão era tão sutil que nem lhe causara tanta dor.Ele sabia que dera o seu melhor, que havia sido paciente, carinhoso, amoroso, gentil, e que nenhuma dessas coisas fizera a mínima diferença. Fez o longo caminho até o ponto de ónibus e alí esperou por muito tempo, pensando naquela situação, pensando que dessa vez não tinha sido tão ruim assim.O seu coração ainda batia com esperanças de ser feliz e ele sabia que não era o fim do mundo, e sentiu que da forma como acabou aquele sentimento de carinho e respeito talvez nunca morreria nele, foi quase como um trabalho de taxidermia abstrata que teria gosto em guardar. Ps: me desculpe se meu melhor não foi o suficiente pra te ter, mas da forma como as coisas foram sempre vou ver com bons olhos. <3

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Como eu sinto vontade de te contar tudo que oque tem acontecido, dizer que esses últimos dias tem sido bem dificeis pra mim, que cada dia tem sido uma montanha russa, e que no fim das contas eu ainda me sinto sozinho, talvez você realmente não me complete, talvez eu não tenha como completar ninguém agora, ja não consigo mais achar sentido nas coisas há um bom tempo, parece que tudo morreu e só falta mesmo é que eu me dê conta disso.Só queria que fosse você, que fosse mais fácil, mas tudo que é fácil não tem valor. E olha eu aqui passando da hora de dormir denovo, passando meu cérebro e mensagens a limpo, pensando em futuros possíveis e passados vívidos nos quais me perco, ja não sei se tua companhia me faz bem ou mal.Se acho que te tenho tô feliz, mas se acho que você foge me entorpeço e esses últimos dias tenho me entorpecido bastante. As vezes eu só quero desistir de todos, me isolo, converso sozinho, rio de mim mesmo, e me faço companhia, fico pra baixo com isso, fico pensando que eu talvez tenha algum problema.No fundo eu sempre me senti muito diferente mesmo, mas também valorizei isso na mesma dose e não me arrependo.Me arrependo na verdade de ter permitio que me conhecesse mais, que tenha me cativado, me arrependo de ter ido, de ter encontrado, de ter procurado, nesse momento muitos arrependimentos me vem à mente. Só me dou conta agora de que o que eu não tenho na verdade é paciência, pra ficar jogando esses jogos, se eu quiser brincar eu procuro uma criança.Pra que ficar correndo por esse labirinto se esses corredores vão dar no mesmo destino?

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Esses dias na solidão da sua companhia eu pensei outra vez nas mil formas de amor, nunhuma delas tão otimista quanto você, me causa aquela confusão mental não saber o que está dentro daquele balão de pensamento que eu sempre imagino, esse sentimento estranhoque eu nem sei como nomear, mas que me deixa tão feliz quando te beijo, e tão triste quando penso que me deixei levar por ele. Eu luto todos os dias nesse cabo de guerra, até o dia em que você finalmente decida me deixar, fato que mais cedo ou mais tarde não poderei negar tamanha burrice se a escolha for me deixar levar por isso, aos poucos com cada relacionamento a gente vai aprendendo que sentimento é que nem um rio de água fria, deve-se colocar primeiro o pé e conferir a temperatura e ir entrando aos poucos, ou mergulha-se de uma vez e acaba logo com isso.Mas com você tem sido a primeira opção, e com o anterior foi o mesmo, me ferrei como sei que vou me ferrar com você. Esse sentimento pode um dia não existir mais assim como o anterior deixou de existir, essas cenas bunitinhas criadas na mente que nunca se realizam, a pessoa certa que vai realizar essas cenas talve não exista mas eu vou fazer todas elas, nem que seja só...

sábado, 17 de dezembro de 2011


Sentado com as mãos contra o rostro ele pensava em sua liberdade, só conseguia ouvir o barulho do seu relógio, mas por um segundo o relógio parou, e tudo mais parou, por um segundo o tempo parou e a única coisa que podia ver era o azul turquesa da parede através do espaço entre seus dedos.Até sentia que era melhor assim, disperso no tempo, sem nada.
Ele levantou Caminhou ate a sala de aula, e se sentia preso, mais preso do que nunca se sentira ali naquela sala, então olhou a persiana fechada, e através dos espacinhos ele podia ver que apesar de já ser noite ainda estava claro.Então abriu violentamente a persiana para deixar todo o espaço entrar na sua visão, se aproximou do vidro e apoiou os braços dobrados na grade, pôs a mão no vidro imaginando poder tocar as nuvens.Mas abrir a persiana e olhar pela janela não era o bastante pra ele, ele queria abrir a janela, sair por ela e voar até que conseguisse ver tudo num raio de 360° e ainda sim não seria o bastante, queria explodir em mil pedaços e sentir o mundo em cada pedacinho espalhado pelo vento.Se sentiria finalmente livre e liberto.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


Ao caminho do trabalho ele pensava sobre a proposta que recebera um dia antes, trabalhar mais para ganhar mais, é claro que trabalhar mais requeria um psicológico ótimo, e é claro que já estava querendo se acostumar com a idéia de que aquele ali era o seu lar. Estava feliz, pois o seu natal/aniversário iria ser como planejou, mas agora considerava a idéia de se frustrar com tantas expectativas.

Ao caminhar com suas botas na pavimentação já inundada pela chuva e rachada, ele pensava no que ia fazer daqui a dois ou três meses, sempre pensou muito no futuro e talvez por isso esquecesse tanto de viver o presente. Ao levantar a porta de aço do seu trabalho ele se sentia chegando em casa.

O bilhete que estava pregado no teclado dizia "Bom dia, por favor, leve o lixo pra fora”, então caminhou na chuva mais uma vez até a caçamba de lixo pontualizada na esquina e voltou correndo afim de não se molhar mais. Entrou subindo as escadas e passou pela porta de vidro usando a chave que sempre mantinha no bolso, uma vez que sempre se esquecia dela tendo que voltar inúmeras vezes após sair do trabalho para buscá-la. Lá dentro o ar era mais seco e mais quente, o barulho da chuva na telha de alumínio que formava uma grande marquise em frente a janela lhe dava boas sensações, lhe lembrava daquelas músicas relaxantes que ouvia antes de dormir.Mas agora só conseguia pensar no sonho horrível que teve essa noite e por que ele parecia tão real.